Novo site e blog com Jekyll

Novo site e blog com Jekyll

| jekyll | Reading time 4 min

Neste post de estréia do meu novo site e blog eu explico porque migrei do Wordpress para o Jekyll, um gerador de páginas estáticas, e quais as vantagens e desvantagens desta migração.

Blog antigo

Por muito tempo eu mantive meu site pessoal e blog no Wordpress. Sobre o host usado, bem… eu passei por alguns, não me lembro de todos, mas o último foi o BlueHost.

Para quem não conhece, o BlueHost é um dos melhores hosts para hospedar sites em Wordpress. Muito fácil de criar, atualizar, instalar plugins e tudo mais que você queira fazer. Gostei bastante.

Meu único problema foi na renovação. Como os preços dos planos na renovação estavam meio salgados, pelo menos para um blog e site pessoal, optei por não renovar. Como consequência disso, naturalmente algum tempo depois meu site e blog estavam fora do ar.

Busquei informações com a BlueHost de como eu poderia recuperar um backup, mesmo já não tendo um plano ativo. Resumo da história, fiz uma assinatura de 1 mês para conseguir recuperar o backup do wordpress.

E quanto aos posts antigos

Com o backup em mãos, resta migrar o conteúdo do Wordpress para cá.

Porém, o Wordpress armazena suas informações no MySQL, isso inclui os posts, mas este novo stack técnológico entende arquivos textos formatados com markdown. Ou seja, é necessário pegar estes posts que estão no MySQL e criar páginas estáticas formatadas com markdown para trazer todos os posts de volta.

Não encontrei uma forma rápida e simples de fazer isso ainda e acredito que não exista — aceito sugestões :). Então farei isso gradualmente. Infelizmente, quanto aos comentários, serão perdidos #Triste.

Blog novo

Este cenário de quase perder todo o conteúdo que produzi ao longo de alguns anos, me fez repensar sobre o stack tecnológico do meu blog e site. O Wordpress é bem prático de usar, mas uma vez os dados lá dentro, fica difícil de migrar, armazer algo inteligível fora dele, etc.

Isso me fez considerar um gerador de páginas estáticas, especificamente o Jekyll pelos seguintes motivos:

  • Os conteúdos produzidos são arquivos textos formatados com markdown ao invés de estarem em um banco de dados. A vantagem é que o conteúdo pode ser fácilmente acessado, sem necessidade de instalar um software ou saber fazer consultas SQL por exemplo;

  • Os arquivos textos por sí só, são inteligíveis. Os dados fazem sentido mesmo visualizando-os fora do site/blog, basta abrir um arquivo texto;

  • Markdown é um padrão bem sólido de formatação de texto, diversos desenvolvedores de diversas plataformas diferentes o conhecem, inclusive eu :);

  • Especificamente o Jekyll tem integração oficial com GitHub. Isso significa que o GitHub disponibiliza uma documentação oficial de como fazer seu blog/site com Jekyll e hospedar no GitHub de graça :);

  • Ainda sobre a vantagem de hospedar no GitHub Pages, ele permite customização de domínio, ou seja, você pode fazer seu site apontar para seudominio.com.br, YEAAH! Se seu domínio é .com.br poderá usar o bom e velho RegistroBr para gerenciar o DNS, já que não estará pagando um host para fazer o trabalho, no meu caso, eu tenho .com e .com.br. O .com.br uso o RegistroBr como gerenciador de DNS, no caso do .com eu estou usando gratuitamente o CloudFlare, fica a dica;

  • Como o conteúdo é estático, não há necessidade de um servidor de aplicação específico ou outros softwares. Basicamente o Jekyll gera as páginas HTML, o host provê estas páginas e o browser renderiza o conteúdo. Simples assim;

  • Linguagens web como HTML, CSS, Javascript podem ser usadas, ou seja, bootstraps como Twitter Bootstrap ou Pure CSS podem ser usados para ajudar no layout;

  • Templates de páginas web são bem vindos também, desde que sejam arquivos HTML, CSS ou outros arquivos web, tudo bem;

  • Como tudo na vida tem dois lados, uma desvantagem é que para aqueles que não possuem conhecimento técnico sobre tecnologias web, pode ser um desafio ou até mesmo uma tarefa chata.

Mas e o famoso Medium.com

O Medium tem sido usado por diversas pessoas, inclusive desenvolvedores para prover seus conteúdos.

Mesmo assim eu optei por manter pelo menos meus posts com perfil mais técnico no meu blog pessoal pela facilidade citada de controlar e guardar estas informações. O motivo é que não sei exatamente se seria simples ou não se estivesse tudo no Medium e um dia eu quisesse recuperar o backup para levar para outra plataforma.

Então, ao menos meus posts técnicos irei manter aqui, então fiquem ligados, acompanhem e comentem :).

E você, o que usa para manter seu site e/ou blog pessoal no ar?

Referências